sexta-feira, 29 de maio de 2015

Curiosidade e incentivo

Essa semana é a #semanamundialdobrincar. Aqui em casa, brincadeira é algo que realmente achamos relevante. Existe muitas maneiras de envolver a criança em uma brincadeira lúdica, que, soma conhecimento e aprendizado. Quando a criança brinca, ela exercita a autonomia, a intuição, a criatividade, a socialização, o saber compartilhado. Numa única tarde de sábado ao ar livre, a criança pode desenvolver várias atividades que proporcionam tudo isso, em família, com amigos... Etc. Desacelerar é preciso. Valorizar o feito em casa, o slowkids é uma atitude que temos colocado em prática, não fazendo de nossas filhas, pequenos adultos cheios de compromissos.

Precisamos, inclusive, respeitar o momento e a maneira que a criança brinca. Veja o que diz no blog da Semana Mundial do Brincar "Quando adultos cometem interferências constantes, tentando ensinar as crianças a brincar corretamente, eles podem estar anulando outras possibilidades de construções internas que ocorrem naquele momento.
Cuidados como estes e outros, como respeitar os momentos das brincadeiras livres, onde podem correr e se movimentar, fazem parte da necessidade das crianças para que  possam  desenvolver-se  plenamente, de forma sadia, física e emocionalmente."
Um exemplo de como a criança aprende com uma simples brincadeira segue abaixo:

Clarice e seus amiguinhos de sua idade estão na fase da curiosidade com as palavras.
Aqui em casa achamos isso o máximo e tudo o que ela conhece ela consegue juntar e ler. 
Estou super curtindo essa fase, estou na verdade, babando nessa fase, e babando também minha menina. Quando saímos de casa, ela fica toda feliz ao ler alguma palavra que reconheceu. 
As perguntas "como escreve isso?" , "como escreve aquilo"? tem sido bem frequentes.

Para colocar lenha nessa fogueira, e como adoro uma atividade manual, e se isso incluir as meninas, fico ainda mais contente... Comprei EVA de várias cores e cortei letras grandes, muitas vogais e coloquei num cesto de vime. Com isso, a brincadeira de soletrar e montar palavras fica mais lúdica e palpável.

Comprei também letras de plástico, dessas que custam bem baratinhas. 



Esses simples objetos podem fazer muito feliz uma tarde de inverno em casa. Pode tornar feliz um dia de chuva, pode aguçar ainda mais a curiosidade de seus filhos, pode incentivar a leitura e o prazer pela descoberta. Além do precioso tempo de qualidade que você terá com seu filho em casa.

Outras sugestões para aguçar essa fase de aprendizado:

Uma simples lousa e giz para desenhar as letras quantas vezes quiser;
Recortar palavras ou letras em revistas, jornais... 
Tinta e cartolina;
e tantas outras coisas que, com criatividade, essa fase será mais deliciosa ainda para toda a família.


domingo, 24 de maio de 2015

O balanço


Clarice,



Balançar faz renovar os ventos, os ventos no cabelo, no rosto. O balanço tira nossos pés do chão, mesmo que por pouco tempo. É um ótimo recurso para quem deseja ter asas... As vezes precisamos tirar os pés da terra, colocar nos ares todo o nosso corpo, nossa mente e coração. Balançar as vezes depende de outro pra nos empurrar bem forte lá pra cima e ver outro horizonte. As vezes depende só da gente. É só impulsionar o corpo e empurrar com os pés, ligeiramente, no chão. Balançar pode salvar um dia ruim. Pode aliviar uma dor. Pode te trazer lembranças boas de uma infância despretenciosa. Você pode lembrar de amigos, de festa, de uma tarde de sábado, de um cheiro... Sempre que quiser, filha, vá se balançar... Num parque, numa rede, ao som de música, no sol, na noite. Não precisa ser criança pra isso. Só precisa ter vontade de ventania e de outro horizonte. Segure-se firme e deixe a ventania abraçar seu sorriso!
Bons ventos, filha! 





domingo, 17 de maio de 2015

Receita Bolo Integral de maçã

Muita gente pediu minha receita do bolo que fiz essa semana.
Ele realmente agradou os paladares dessa casa.

Segue a receitinha anota aí:

Ingredientes:
3 ovos 
1 xícara de farinha de trigo integral
1 xícara de açúcar demerara
1/2 xícara de farinha de trigo normal (sem fermento)
5 colheres de óleo de canola (mas pode ser de soja)
1/2 xícara de leite
1 potinho de iogurte integral grego
1 colher de fermento em pó
1 maçã lindona em cubinhos pequenos

Modo de preparar:
Bata todos os ingredientes na batedeira, menos a maçã e a aveia.
Assim que bater todos os ingredientes, acrescente os cubinhos de maçã e a aveia.
Em seguida, incorpore, lentamente, o fermento em pó. 

Coloque em fôrma de bolo inglês, untada. 
Asse por aproximadamente 40 minutos. 

Se vc gostar, pode acrescentar noz moscada ou canela em pó. Mas é opcional. Aqui em casa, preferimos não colocar. 

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Meu bolo ficou assim: 


terça-feira, 5 de maio de 2015

O deixar crescer

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Crescer é tão inevitável quanto respirar. Acontece pra cima, para os lados, de fora pra dentro, de dentro pra fora. A gente cresce com erros, com acertos, com culpa ou sem culpa. A gente cresce em meio a desafios, em meio a experiências boas ou ruins. Também com as péssimas. A gente cresce com a vida. A gente cresce no outro...quando se põe no lugar dele, quando aprende com as experiências dele, do outro. As vezes a gente cresce mais em maturidade do que em centímetros.

Minhas filhas estão crescendo. Cecilia está com quase 2 e Clarice com quase 5 anos. Ainda tão pequenas. Mas tão grandes perto do que já foram em meus braços. A pouco eram tão indefesas... eu as pegava no meu colo quando cabiam lá por completo, sem sobrar pernas e braços para fora de mim. Eu as pegava e ninava achando, ingênua e inutilmente, que eu poderia protegê-las de tudo desse mundo.

Clarice com quase 5 me mostra todos os dias que ela está em franco crescimento. Volta pra mim todos os dias com suas opiniões sobre o mundo dela, sobre suas descobertas... questiona, às vezes me enfrenta. Cada dia mostra mais e mais autonomia e independência. Tem suas preferências para filmes, cores, comidas, amigos, brinquedos, roupas... As vezes a gente se assusta com uma palavra rebuscada em seu vocabulário e se pergunta: mas quantos anos mesmo ela tem?

Cecilia com quase 2 me faz pensar que eu precisaria de mais alguns pares de olhos e mãos. Ela tem sido minhas tardes, minha companheira de ida e vinda da escola... Cecilia é um ciclone. É preciso estar ali todo o tempo com ela... Não posso perder nada. O mundo que ela está ainda não tem perigos, nem medos. Ela simplesmente quer conhecer, quer colocar na boca, quer sentir a textura, quer subir e descer degraus no sentido literal. Com quase 2 ela me mostra o quanto crescem tão rápido. Sempre que a vejo dormir... olho nela os traços da irmã em sua fisionomia tão parecida com a da Clarice. Parece que foi ontem que estava nesse corre corre com Clarice. Com quase 2, hora ou outra surge uma nova palavra mal falada em seu vocabulário. As vezes quem dá a notícia é Clarice, vindo correndo ao meu encontro dizendo que a Cecilia falou uma palavra nova.

Daqui a pouco vou vê-las conversando sobre músicas, teatro e sobre as provas no colégio. O futuro que já está aí... Daqui a pouco seus pequenos corpos sofrerão um estirão. Daqui a pouco vão cultivar seus próprios mistérios... Aqueles tão próprios da adolescência... Daqui a pouco, vou vê-las suspirar pelo primeiro amor. E me caberá apenas estar ali, presente, e com muito amor, respeitá-las. Daqui a pouco pode ser que não queiram mais ir ao cinema comigo, nem contar tudo sobre como foi o dia delas. E me caberá apenas estar ali, presente e respeitá-las.

As crianças estão crescendo... e cada vez que percebo o quanto crescem... O sentimento tem sabor agridoce.


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