sábado, 29 de novembro de 2014

A Bailarina

Eu sempre quis ter uma menininha pra colocar as sapatilhas de ballet! Só esse poema de Cecilia Meireles para explicar o dia emocionante de hoje. Em sua homenagem, Clarice! 

A Bailarina            



Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá.
—–
Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.
—-
Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
—-
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
—-
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
—-
Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.
Bailarina, ilustração de Yuri Dyatlov.



quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Eu prometo não prometer

Foi pensando na decoração de Natal que me dei conta do quanto 2014 passou feito o papa-léguas. Parece que foi ontem mesmo que eu desmontei a árvore, emaranhei o pisca-pisca e guardei numa parte bem alta do armário, tendo a certeza que ia demorar muito para usá-los de novo.
As vezes penso que se o dia tivesse 48 horas, ainda assim eu não faria tudo o que gostaria. E esse sentimento é angustiante.

No dia 30 de dezembro de 2013 resolvi NÃO fazer uma lista de promessas para 2014. Achei que dessa forma, ficaria mais leve, com menos bagagem e culpa no cartório.

Adiei o projeto  perder uns 3 quilos saúde para o verão 2020;
Não fiz uma lista com os 20 livros que PRECISARIA ler, consegui ler boa parte do que eu queria.
Não fui neurótica com a limpeza da casa;
Não fui obrigada a fazer as unhas todas as semanas, mas fiz!
Não visitar museus e exposições periodicamente, e visitei.
Não fazer artesanato por pressão e sim por mero prazer.

A lista não foi grande e nem deveria ser.
Então vi que sem pressão eu consegui fazer mais coisas do que nos outros anos, que fiz a bendita lista.

Já quase finda 2014 e não estou frustrada.
Estou feliz por descobrir que sob pressão eu não funciono.
Feliz porque aquele tempo que achava que estava desperdiçando, gastei com meu marido e minhas filhas.
Teve tempo para adotar um gato muito companheirinho e que ganhou o coração da família inteira.
Teve tempo para duas festas de aniversários; mesmo na correria de cuidar da casa, de duas crianças.
Teve tempo de substituir o trigo branco pelo integral e de agrupar muitos outros farelos alimentícios que fazem toda a diferença na nutrição da família.
Teve tempo de correr para o hospital com as crianças... de remédios... de noites em claro... Mas ainda assim sentir o coração grato pelos recursos.
Teve tempo de ler alguns bons livros. De chorar e sorrir com histórias que ficarão pra sempre comigo.
Teve tempo de viajar.
Tempo de passeios incríveis, de momentos únicos que dinheiro algum paga.
Tempo de sentar na minha maquininha de costura e fazer surgir aquela ideia que estava na gaveta faz tempo.
Teve tempo de fazer as unhas quase todas as semanas.
Teve tempo de cortar os cabelos e mudar o visual.
Teve tempo de ficar com o marido e as filhas... tempo precioso.

Abaixo imagens das três coisas que tive tempo de fazer e que são, mais do que simples hobbies, são o que chamo de Tempo pra Mim.
Fazer as unhas;
Ler;
Costurar.





Esse ano pretendo seguir com o mesmo modo. Sem listas. Sem promessas de fim de ano.
Ou seja, eu prometo não prometer!

: )

domingo, 9 de novembro de 2014

Os primeiros professores a gente nunca esquece

Esse ano foi o primeiro Dia dos Professores comemorado pela Clarice na escola. O primeiro de muitos outros que virão... isso porque sabemos quão longa é a fase escolar de uma pessoa.

O Jardim de Infância é a fase lúdica da escola. A escola é quase que uma grande brincadeira para os pequenos. No entanto, sei da importância dessa fase; do aprendizado, das relações, da sociabilidade, das descobertas em grupo... O Jardim de Infância é o primeiro contato que temos com os bancos escolares.

Eu posso me gabar de uma boa memória. Me lembro muito bem de minha mãe me levando para a escolinha. Lembro da hora do recreio; lembro da minha lancheira retrô (rs) onde ia alguns biscoitos e leite com achocolatado; lembro de alguns amigos; lembro do parquinho com chão de areia; lembro que fiquei muito triste quando uma amiguinha chamada Alcione se mudou da cidade e me deixou sozinha em minha mesa dupla. Nunca mais tive notícias dela.   : (


E lembro da minha professora. Lembro também do nome e do rosto da professora que me alfabetizou. Professora Iolanda, uma negra de uma vocação linda para a arte de apresentar o mundo das palavras. Lembro que a sala era grande e devia ter uns 30 alunos sedentos por aprender o alfabeto inteiro. Terminei aquele ano de 1989 com o mundo das palavras descortinado, aberto, apta para ler e com uma ficha em meu nome, para pegar livros na biblioteca da escola.
Sempre me lembro da professora Iolanda com o coração grato e se eu pudesse encontrá-la hoje, daria um terno abraço como forma de agradecer.

E foram tantos os professores que passaram em minha vida. Alguns deles nunca se sentaram numa cadeira acadêmica, mas me ensinaram e me ensinam muito, até hoje.

Escrevo tudo isso porque agora tem outra professora que admiro e que devo muito. A professora Roseane é outro exemplo que me remete à professora Iolanda. Seu carinho, sua firmeza e dedicação no dia a dia escolar da Clarice, tem feito muita diferença. E como forma de agradecimento, no dia dos professores resolvi por a mão na massa num  "faça você mesmo" muito simples, mas que a "prô" da Clarice amou e agradeceu muitas vezes. =)

Paninhos de prato com carimbo da tradicional maçã.


E ficou assim!!! Acompanhou lata com chocolates e um cartão personalizado por mim. :)

Eu desejo que minhas filhas tenham muitos professores para admirar, para aprender e que junto ao aprendizado, venha a valorização e o respeito que eles tanto merecem. Que a Clarice se lembre com gratidão da professora Roseane, assim como eu me lembro da professora Iolanda.

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