sábado, 22 de março de 2014

30 e poucos

Sem crise eu sigo. Porque melhor que completar 30 é completar 31. Fiz uma coisa que nunca tinha feito por mim, fiz meu bolo de aniversário, caseiro, de morangos, do jeito que gosto. Pretendo fazer muito mais coisas por mim. Porque eu continuo, entre altos e baixos da vida, descobri cedo que o mundo não gira ao meu redor... Mas não queria mesmo, isso é egoísmo demais, e por ser egoísmo eu já descarto, porque quero ser uma pessoa melhor.
É continuar, porque a vida continua. Ela prossegue tomando seu rumo, escrevendo sua história.
Aliás, que privilégio. Eu nasci há dez mil anos atrás na década linda de 80.
A década que surgiu minha banda preferida U2. A década do Balão Mágico, do Super Nintendo com os incríveis Donkey Kong e Super Mario Bross. O marcante fim da ditadura militar (1985), tinha Ayrton Senna, Nelson Piquet no asfalto e Hortência nas quadras. É o início da idade da informação no mundo.

E nasce eu. Euzinha às 13horas e 15 minutos. Tá aí por que odeio acordar cedo, gente.
Eu ainda tenho amigos que fiz na infância. E tenho amigos novos que são como anjos que visitam minha vida.
Eu tenho uma família de sangue e uma família que me adotou. Que privilégio ter 2 famílias.
Eu torci pelo Brasil que foi Tetracampeão em 1994. Eu chorei porque Renato Russo morreu. Eu vi as Torres Gêmeas desabarem ao vivo enquanto almoçava no sofá, na minha pacata cidadezinha natal.
Eu já sofri por amor, já tomei banho de chuva. Eu descobri a escova progressiva! Ufa!
Eu encontrei o amor da minha vida e me casei com ele. Somos agora uma família de 4 pessoas que não se largam por nada.

Eu deixei tudo e vim pra uma cidade grande. Perdidamente grande. Me senti perdida, arrependida não!
E me apaixonei pela loucura desvairada dessa cidade.
A ponto de planejar a vida toda por aqui.
A ponto de ouvir: "- olha, mãe, tem estrelas hoje"... e enxergar estrelas no
céu cinza-poluição.

Este ano eu quero viver de novo. Obrigada, Deus! Sou grata pela minha vida. O Senhor me deu vida no dia 22 de março de 1983. E tem me dado vida até aqui. E me dará vida eternamente, por que eu creio.

"– A vida, senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem pára de piscar chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. É um dorme e acorda, dorme e acorda, até que dorme e não acorda mais [...] A vida das gentes neste mundo, senhor Sabugo, é isso. Um rosário de piscados. Cada pisco é um dia. Pisca e mama, pisca e brinca, pisca e estuda, pisca e ama, pisca e cria filhos, pisca e geme os reumatismos, e por fim pisca pela última vez e morre. – E depois que morre?, perguntou o Visconde. – Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?"
Monteiro Lobato


3 comentários:

  1. Lindo texto... Vai nascendo aí uma escritora, com seus trintas e quase nada!

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  2. Ainda quero fazer a capa deste livro rs rs
    Envelhecer é um privilégio. Viva a vida!

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  3. Não entendi nada...
    meu comentário acima saiu "unknown", é mole? kkkk
    bjim

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