quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Da possibilidade de recomeçar

Hoje é dia de despedida!
Lá se foi 2014.
É dia também de recomeço.
Ouço tantas pessoas dizendo que a virada de ano é um dia comum pra elas. 
Aprendi a enxergar com outros olhos essa data.
Eu acho um dia muito especial. Toda chance de recomeçar deve ser especial. 
Zerar um ano pode ser a chance de recomeçar muitas coisas, pode ser a chance de dar o primeiro passo de novo, de novo e de novo.
Enxergar a virada do ano com os olhos da gratidão já é um bom "começo para começar"... é simples, se não conseguir pensar em nada especial para agradecer, celebre a vida! Vc está respirando!!!
Pode ser o ponto de partida para aquele projeto, aquele sonho, aquele desejo acender quentinho de novo no nosso coração.
Zerar um ano pode ser o renascimento das expectativas!
Pode ser a espera de alguém que vai chegar pra nossas vidas, para alguns... um filho, para outros... um amor.
Pode ser um novo ano, aqueles que queremos nos empenhar mais para sair da mesmice, pra quem sabe, conseguir um trabalho novo.
Pode ser um ano para vivermos experiências transformadoras;
Pode ser o ano em que encontraremos novas amizades duradouras;
Pode ser o ano que a gente se respeite mais, que amemos mais o próximo, aquele próximo que talvez mora debaixo do mesmo teto que você;
Pode ser o ano de perdoar, de se libertar de um veneno chamado rancor... esse veneno envelhece o espírito, apaga o sorriso sincero, cega os olhos do amor;
2015 pode ser o casamento de alguém que amamos tanto e que desejamos tanta alegria que nem cabe no peito! Thiago e Mariana, esse ano é de vcs! Tá chegando, meus queridos!!!
Quem sabe 2015 nos traga mais fé na justiça, menos medo de sair de casa.
Nos traga mais viagens, menos peso de consciência por comer chocolates;
Que nos traga mais alegrias explosivas, mais gargalhadas, mais tempo com a família;
Que nos traga mais livros inesquecíveis para ler, mais motivos para elogiarmos alguém...

Gosto desse dia, conseguir tempo para vir aqui deixar essas palavras, em meio aos preparativos da ceia, aos cuidados com as crianças e com minha própria aparência,  pra mim já valeu muito.
Desejo um bom recomeço para todos nós... em especial: meu marido que amo, meus familiares, meus amigos!

Deixo as palavras de Mario Quintana para refletirmos sobre a esperança... é possível ela nascer de novo, de novo e de novo, como uma criança!

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenes
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...






quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Sobre caminhos, encontros e tempo


Esse video é um deleite. Um registro doce do tempo, no tempo, em tempo.
Do cotidiano simples foi feito esse texto por uma mãe que respeita o mundo e os encontros do filho de 1 ano e 4 meses.
Mães assim merecem todo meu tempo aqui porque me identifico.
E que eu possa sempre lembrar de Tim Tim; e dar esse tempo necessário que minhas filhas precisam para
ver as novidades constantes em suas jornadas épicas pelas ruas com pedrinhas. : )
O chegar não é mais valioso que a andança. O encontro é necessário, mas o caminho percorrido tem tanto valor quanto o chegar.
Que 2015 nos proporcione muitos encontros bons e caminhos com pedrinhas e poças d'água pra pisar!



sábado, 29 de novembro de 2014

A Bailarina

Eu sempre quis ter uma menininha pra colocar as sapatilhas de ballet! Só esse poema de Cecilia Meireles para explicar o dia emocionante de hoje. Em sua homenagem, Clarice! 

A Bailarina            



Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá.
—–
Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.
—-
Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
—-
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
—-
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
—-
Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.
Bailarina, ilustração de Yuri Dyatlov.



quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Eu prometo não prometer

Foi pensando na decoração de Natal que me dei conta do quanto 2014 passou feito o papa-léguas. Parece que foi ontem mesmo que eu desmontei a árvore, emaranhei o pisca-pisca e guardei numa parte bem alta do armário, tendo a certeza que ia demorar muito para usá-los de novo.
As vezes penso que se o dia tivesse 48 horas, ainda assim eu não faria tudo o que gostaria. E esse sentimento é angustiante.

No dia 30 de dezembro de 2013 resolvi NÃO fazer uma lista de promessas para 2014. Achei que dessa forma, ficaria mais leve, com menos bagagem e culpa no cartório.

Adiei o projeto  perder uns 3 quilos saúde para o verão 2020;
Não fiz uma lista com os 20 livros que PRECISARIA ler, consegui ler boa parte do que eu queria.
Não fui neurótica com a limpeza da casa;
Não fui obrigada a fazer as unhas todas as semanas, mas fiz!
Não visitar museus e exposições periodicamente, e visitei.
Não fazer artesanato por pressão e sim por mero prazer.

A lista não foi grande e nem deveria ser.
Então vi que sem pressão eu consegui fazer mais coisas do que nos outros anos, que fiz a bendita lista.

Já quase finda 2014 e não estou frustrada.
Estou feliz por descobrir que sob pressão eu não funciono.
Feliz porque aquele tempo que achava que estava desperdiçando, gastei com meu marido e minhas filhas.
Teve tempo para adotar um gato muito companheirinho e que ganhou o coração da família inteira.
Teve tempo para duas festas de aniversários; mesmo na correria de cuidar da casa, de duas crianças.
Teve tempo de substituir o trigo branco pelo integral e de agrupar muitos outros farelos alimentícios que fazem toda a diferença na nutrição da família.
Teve tempo de correr para o hospital com as crianças... de remédios... de noites em claro... Mas ainda assim sentir o coração grato pelos recursos.
Teve tempo de ler alguns bons livros. De chorar e sorrir com histórias que ficarão pra sempre comigo.
Teve tempo de viajar.
Tempo de passeios incríveis, de momentos únicos que dinheiro algum paga.
Tempo de sentar na minha maquininha de costura e fazer surgir aquela ideia que estava na gaveta faz tempo.
Teve tempo de fazer as unhas quase todas as semanas.
Teve tempo de cortar os cabelos e mudar o visual.
Teve tempo de ficar com o marido e as filhas... tempo precioso.

Abaixo imagens das três coisas que tive tempo de fazer e que são, mais do que simples hobbies, são o que chamo de Tempo pra Mim.
Fazer as unhas;
Ler;
Costurar.





Esse ano pretendo seguir com o mesmo modo. Sem listas. Sem promessas de fim de ano.
Ou seja, eu prometo não prometer!

: )

domingo, 9 de novembro de 2014

Os primeiros professores a gente nunca esquece

Esse ano foi o primeiro Dia dos Professores comemorado pela Clarice na escola. O primeiro de muitos outros que virão... isso porque sabemos quão longa é a fase escolar de uma pessoa.

O Jardim de Infância é a fase lúdica da escola. A escola é quase que uma grande brincadeira para os pequenos. No entanto, sei da importância dessa fase; do aprendizado, das relações, da sociabilidade, das descobertas em grupo... O Jardim de Infância é o primeiro contato que temos com os bancos escolares.

Eu posso me gabar de uma boa memória. Me lembro muito bem de minha mãe me levando para a escolinha. Lembro da hora do recreio; lembro da minha lancheira retrô (rs) onde ia alguns biscoitos e leite com achocolatado; lembro de alguns amigos; lembro do parquinho com chão de areia; lembro que fiquei muito triste quando uma amiguinha chamada Alcione se mudou da cidade e me deixou sozinha em minha mesa dupla. Nunca mais tive notícias dela.   : (


E lembro da minha professora. Lembro também do nome e do rosto da professora que me alfabetizou. Professora Iolanda, uma negra de uma vocação linda para a arte de apresentar o mundo das palavras. Lembro que a sala era grande e devia ter uns 30 alunos sedentos por aprender o alfabeto inteiro. Terminei aquele ano de 1989 com o mundo das palavras descortinado, aberto, apta para ler e com uma ficha em meu nome, para pegar livros na biblioteca da escola.
Sempre me lembro da professora Iolanda com o coração grato e se eu pudesse encontrá-la hoje, daria um terno abraço como forma de agradecer.

E foram tantos os professores que passaram em minha vida. Alguns deles nunca se sentaram numa cadeira acadêmica, mas me ensinaram e me ensinam muito, até hoje.

Escrevo tudo isso porque agora tem outra professora que admiro e que devo muito. A professora Roseane é outro exemplo que me remete à professora Iolanda. Seu carinho, sua firmeza e dedicação no dia a dia escolar da Clarice, tem feito muita diferença. E como forma de agradecimento, no dia dos professores resolvi por a mão na massa num  "faça você mesmo" muito simples, mas que a "prô" da Clarice amou e agradeceu muitas vezes. =)

Paninhos de prato com carimbo da tradicional maçã.


E ficou assim!!! Acompanhou lata com chocolates e um cartão personalizado por mim. :)

Eu desejo que minhas filhas tenham muitos professores para admirar, para aprender e que junto ao aprendizado, venha a valorização e o respeito que eles tanto merecem. Que a Clarice se lembre com gratidão da professora Roseane, assim como eu me lembro da professora Iolanda.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Filha de coruja, corujinha é

Dia desses chegou um aviso na agenda escolar da Clarice.
Todas as últimas sextas-feiras do mês, as crianças poderiam ir para a escola fantasiadas para a comemoração dos aniversariantes do mês.
Então a escola sugeriu que nessa primeira vez, os pais criassem uma fantasia alternativa para seus filhos.

Não sei se todos os pais amaram a ideia, mas eu nem preciso dizer o quanto me entusiasmei com a proposta da escola.

Então fui ao banco de imagens e ideias do DIY, meu cantinho inspirador preferido: o Pinterest.
Foi de lá que veio a inspiração de criar essa fantasia. Quando vi, fiquei encantada e mostrei pra Clarice. Ela de pronto disse que queria aquela fantasia de coruja.

Fui ao meu armário e peguei a caixa onde guardo apenas os retalhos... fui montando, cortando, misturando as estampas, medindo...

E em uma tarde chuvosa, enquanto Cecilia tirava sua sagrada soneca vespertina, a fantasia saiu.



Será que precisa dizer o quanto essa coruja fez sucesso na escola? Teve até professora querendo saber quem fez e como foi feita... rsrsrs

Eu fiquei feliz de ter conseguido costurar essa fantasia. É na simplicidade que eu vejo a alegria dessa pequena, cheia de vida, brotar.
Fiquei mais do que feliz, fiquei orgulhosa de mim. Tem sido um milagre conseguir tempo para a costura, que é um dos meus hobbies preferidos.





sábado, 4 de outubro de 2014

O sol viaja junto

Férias do papai. Passamos 5 dias em Minas Gerais visitando a grande e querida família Bittencourt.
Eu tenho muitas coisas para contar dessa viagem para a casa dos nossos familiares.
Eu poderia falar o quanto eles são queridos e hospitaleiros. O quanto são agradáveis e nos deixam a vontade. Eu poderia falar da comida mineira que é tão, irresistivelmente, deliciosa! Eu poderia falar do carinho grande que eles tiveram com minhas meninas.
Mas vou falar de dois momentos que me emocionou muito e até agora quando me lembro, dá um nó na garganta.

O primeiro: Quando a tia Leila (tia das meninas) foi se despedir de Clarice. Ela abaixou, abraçou Clarice e chorou em silêncio. E disse que a titia ia sentir muitas saudades.

Então fiz essa foto:



O segundo momento:

Clarice olhava pela janela do avião, encantada com as nuvens.
E em algum lugar entre Belo Horizonte e São Paulo, ela disse:
"- Olha só, mamãe... O sol está viajando com a gente!"
Eu olhei e disse: - está mesmo, filha!

Então fiz essa foto:



E a partir de agora, cada vez que eu olhar pela janela de um avião,
eu vou me lembrar que o sol viaja junto com a gente.


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Volta, alegria!

A maré de doenças essa semana está brava.
Ver as crianças doentes, me deixa igual.
: (

domingo, 31 de agosto de 2014

A troca de brinquedo

Esse fim de semana em São Paulo aconteceu a virada sustentável, idealizada pelo Instituto Alana e idealizada por muita gente que experimentou pela primeira vez ou não, a sensação do mercado de troca. O mercado de troca existiu há muito tempo e negociar uma "muambinha e pechinchar", era vital para muitos povos.

Levei minha filha de 4 anos pela primeira vez na Feira de Troca de Brinquedos que aconteceu na Casa das Rosas que fica na Av. Paulista. Irônico, não?! Plena Av. Paulista, o maior centro financeiro da América Latina. E bem ali onde tudo o que se vê, são arranha-céus, shoppings, lojas, teatros, cinemas, bancos... A gente encontrou naquele dia uma casa linda, casa de cultura, de saraus, de oficinas, de críticas literárias, palestras, de ciclos de debates, de exposições ligadas à literatura, de arte e poesia... E agora, casa de troca tudo e troca brinquedo. A Casa das Rosas.

Foto: Arquivo Pessoal

Levamos nosso brinquedo de troca. Um brinquedo em bom estado de funcionamento, que por sinal, estava esquecido no fundo da caixa de brinquedos. Juro que pensei que seria um programa meio de índio... Que teria tumulto, criança chorando e insatisfeita. Duvidei muito que a minha criança e a dos outros teriam tanta maturidade, capacidade de analisar, de propor, de saber receber um não, de abrir mão do brinquedo mais legal porque o outro escolheu primeiro. Duvidei que crianças saberiam desapegar, compartilhar algo tão precioso; ou que saberiam doar algum brinquedo ... porque alguém chegou lá meio de supetão... e doou sem querer nada em troca, embora fosse uma feira de troca.

Quanto aprendizado!
Ensinar uma criança que existe essa possibilidade é dar alguns passos à frente. Um brinquedo novo e de graça. Um brinquedo novo sem gastar nenhum realzinho. Por outro lado, um brinquedo desentulhado, esquecido na caixa de brinquedos agora vai continuar sua história, com novas
aventuras e com seu novo amigo. Parece até o filme Toy Story. Sempre choro no final do Toy Story 3.

Observei a minha criança que normalmente é tão apegada e juro que achei que na hora "H" ela iria dar pra trás. Mas não. Ela escolheu. Ela perguntou se trocaria o brinquedo com o dela.

As outras crianças também... observei aquela tímida que achou que ninguém queria o brinquedo dela e ela saiu sorrindo, timidamente, porque alguém escolheu trocar com ela.

Aquela criança que não sabia receber um não, e não fez cena porque seu brinquedo não agradou a primeira vista, mas ela não desistiu, e conseguiu na terceira vez. Sem birra.

Aquela criança que nunca empresta, mas doou o brinquedo para o desavisado que chegou sem brinquedo nenhum e quis ficar. Isso foi demais!

Mas também teve aquela criança apegada que não conseguiu abrir mão do seu brinquedo para uma
troca. Estou certa que essa também aprendeu muito e talvez foi pra casa refletindo ou até arrependido.

Teve aquela criança que achou que os brinquedos eram inferiores demais ao dela e "deu de ombros" para a feira de troca. Que pena! Tomara ela tenha pais que mostre para ela que o valor está na brincadeira e não no brinquedo (objeto) em si. Tomara!

- Não precisa de dinheiro, mamãe? Nem cartão de crédito?
- Não filha, é uma troca. Você dá o seu e ganha outro... bem assim.

Cabecinha pensante.

***

Vá a uma feira de troca de brinquedos com seus filhos. Encoraje-os! Não estou aqui pregando e colocando abaixo a RiHappy, nem a PBKids... estou longe de ser exemplo, porque hora ou outra vou nessas lojas e trago pra casa aquilo que minhas filhas querem, sem ao menos ser alguma data comemorativa. Mas já é um bom começo. Essa foi a primeira de muitas. Espero!



sexta-feira, 22 de agosto de 2014

O sábado.

Clarice e Cecilia,

O sábado é a rosa da semana.
Foi Clarice Lispector quem disse. Sua xará, filha.
Eu recomendo que a leiam...Tenha na estante e leiam quando o coração pedir...
Tem uma música assim: "Todo mundo espera alguma coisa do sábado à noite..."
Lulu Santos. É da minha época. Mas tem coisa que é atemporal...
Boa parte do mundo espera alguma coisa boa no sábado.
E não é pra menos... boa parte do mundo trabalha duro, e o sábado é tão merecido...
O sábado é o dia que não precisa levantar quando o sol se levanta. Não precisa...
A gente consegue tomar o café sem pressa, porque não tem hora pra almoçar também.
É aquela pausa, aquela valsa. Mas pode ser também aquele dia que a gente mais planeja.
Que a gente conta as horas, os minutos pra esse dia chegar.
Porque vai ter festa.
Mesmo que chova.
Que chova alegria, melancolia, que chova preguiça de sair de casa.
É dia de pizza!
De ver amigos.
De almoçar junto.
De lavar o carro.
Não importa o que tenha pra fazer... é dia de estar junto!
De fazer tudo e nada juntos.
Estar junto de vocês é sempre viver um apego... um aconchego...um medo... um cafuné!
Um alvoroço, um medo que caiam e se machuquem, um cata-cata de brinquedos no chão...
Mas o que importa mesmo é nosso apego.
Um apego gigante porque sei que esses dias juntos, um dia serão dias separados.
E não me digam que estou sofrendo por antecipação...
Estou certa que não.
Só estou aqui me esforçando para imaginar como serão os tantos sábados em que não estaremos mais juntos.
Porque a gente cria pro mundo, a gente ensina a voar, e dá asas.
E quero que vocês voem, que voem alto, filhas... sem medo.
Que voem a semana inteira, que cuidem de suas vidas...
E que tenham em nós, seu pai e sua mãe, um lugar pra voltar;
Mesmo que seja em forma de visita, num sábado.
Pra tomar um café sem pressa...
Mas quero imaginar que não todos, mas que muitos e muitos sábados ainda virão.
Porque o sábado é aquela pausa, aquela valsa...
É dia de pizza.
De ver amigos.
Sábado é amanhã.
É a rosa da semana.
E todo mundo espera alguma coisa boa no sábado.




segunda-feira, 11 de agosto de 2014

4 Anos da Clarice, 1 Ano da Cecilia. Festa Peppa Pig!!!

A festa das meninas que fiz com todo amor do mundo. A decoração foi toda feita pela melhor decoradora de festas de filha do mundo... eu. rsrsrs
Comecei a preparar tudo com dois meses de antecedência... comecei pelo tema que Clarice escolheu, a Peppa. A partir daí passei algumas madrugadas pesquisando ideias no pinterest, salvando imagens, adaptando, criando... até que cheguei nisso que foi feito.

Não vou mentir... dá trabalho sim. Mas como gosto muito de "craftar" e tenho tão pouca oportunidade para isso, porque não comercializo, então a oportunidade que tenho é fazer as festas das filhas... o trabalho que dá é ao mesmo tempo delicioso. Amo ver o resultado. Até hoje nunca odiei o resultado final... rs
Cada detalhe foi pensando e a festa foi cheia de alegria e pessoas especiais. As meninas se divertiram muito com os amiguinhos.

As comidinhas foram encomendadas. Eu fiz os doces de copinho, porque é muito fácil fazer e não dá trabalho, nem faz sujeira na cozinha.

Selecionei algumas fotos da decoração para colocar aqui.
^.^




Brincadeira de montar a Peppa com olhos vendados. A Peppa foi feita de feltro
e as crianças curtiram muito a brincadeira. Risadas garantidas. : )

óinc... óiinc... : )

O painel que amei fazer... Achei que ficou uma graça.

















Bolo falso de Tecido e Isopor.







Poça de lama de brigadeiro... delícia!!!








A mesa toda, todinha.




Chaveiros, botons e adesivos da Peppa Pig. 

Os chaveiros e botons embaladinhos com a tag. <3


Detalhes.




sexta-feira, 11 de julho de 2014

Quando no coração cabe mais um

Eu pensava que não caberia.
E que o coração não poderia amar desmedidamente outra pessoa.
Eu achava que todo o espaço já estava preenchido, sabe.
Aquele espaço VIP reservado para o amor incondicional estava lotado.

Até que duas listras cor de rosa apareceu num teste de farmácia, anunciando feito uma trombeta, que alguém estava a caminho. E que esse outro alguém não sabia se era o primeiro amor ou o segundo amor... Não importava, o que importava mesmo é que merecia um amor assim, igual, desmedido.

Eu tive dúvidas se eu amaria igual. Tive medo do amor ficar dividido.
Eu lamento.
Eu queria que fosse menina. Dizia pra todo mundo que não tinha problema, o sexo do bebê era só um detalhe. Mas no fundo, quando eu conversava com você, eu não imaginava um menino, porque eu queria uma menina. De novo.
Eu já te amava. Amava tanto que chorei quando não pude te ver nitidamente num aparelho de ultrassom pré-histórico fora de SP. E vibrei de alegria quando te vi nitidamente, uma menina. É uma menina!!!!

Na noite daquele dia, fui dormir agradecendo a Deus por você, eu não merecia tamanha alegria. Não merecia mesmo.

Então escolhemos seu nome, Cecilia. Sem acento.
Então Clarice soube que teria uma irmã e sorriu contente.
Ter irmãos é uma alegria muito grande, filha. Vocês vão brigar um pouquinho quando crianças, mas serão amigas pra sempre. E quando crescerem ainda vão dar boas risadas das brigas de infância.

Cecilia nasceu. Chorou forte! Nasceu saudável! Chorou forte! Nós choramos forte quando você nasceu, filha... seu pai e eu. Choramos com você seu dia de nascimento. E soubemos ali naqueles milésimos de segundos de euforia, emoção, explosão de sentimentos bons que no coração cabe mais gente... Aperta que cabe. Coube você filha, naquele espaço VIP reservado para os maiores amores, aqueles desmedidos... aquele espaço que aconteça o que acontecer nessa vida, ele estará lá reservado para você e Clarice.

Tem um bolo no forno. Está cheirando. Estou fazendo seu primeiro bolo de aniversário, bebê. Eu te desejo tanta coisa boa nesse dia. Que você, minha pequena, viva muito! Que sua vida seja repleta de luz, de amor, de alegrias, de sorrisos e abraços sinceros. Que Papai do Céu te abençoe!

"Não sei se o mundo é bom
Mas ele está melhor
Desde que você chegou
E perguntou
Tem lugar pra mim?"



(..) Meu mundo não teria razão se não fosse a Cecilia.
Feliz um aninho, Cecéu!




segunda-feira, 30 de junho de 2014

4 anos.

Clarice,

hoje é seu aniversário!
Ligue o som, filha!


Essa música linda que não tem nenhuma palavra em sua melodia, que quando a ouço num dia como esse, num momento como esse, quando todos já foram dormir e o tão raro silêncio grita alto nessa casa... eu me emociono.

De alegria;
De pensamentos que invadem o ser;
De sentimentos que transbordam pra dentro.
Transbordam pra dentro mesmo, você leu certo.

É a música do maestro Hans Zimmer e a música do meu filme predileto: The Holiday.
Trazido para  o Brasil como "O amor não tira férias". Sua mãe é uma pessoa emotiva, que se emociona com um filme bonito, uma frase bonita, uma música, com poesia, com a lembrança de datas importantes. Sua mãe se emociona quase que à toa, mas não em vão. Deve ser um romantismo bobo, crônico que faz parte da essência. Hoje, no começo desse dia tão lindo, tão doce... no começo desse 30 de junho de 2014 eu sou grata e passa como um filme como foi te olhar pela primeira vez...

É gratidão.
É contentamento.
É uma emoção tão grandiosa que transborda pra dentro.
transborda pra dentro, você leu certo.
É como um filme passando pelo lado de dentro dos olhos da gente.
O dia do seu nascimento, filha, é um Holiday!
É memorável! Foi um sonho bonito que se realizou.

O amor não tira férias. O amor é tão difícil de explicar. Muitos se quer acreditam no amor... Pobre sentimento... Fadado a devastar corações ou a inundar de alegria a vida da gente, mesmo que por alguns momentos.
De tudo o que aprendi sobre o amor fraternal, amor conjugal, amamos amigos, amamos lugares e até coisas (tem gente que ama coisas), de todas as desventuras, dos amores correspondidos ou não, do amor que parte o coração da gente em mil pedaços quando se é adolescente, descobri com a maternidade que existe um amor puro, simples, que não espera nada em troca, que se doa.

Aprendi que amor pode ser uma menininha de 4 anos que nos distrai com felicidade!

Feliz aniversário, Clarice!





domingo, 15 de junho de 2014

Aniversários chegando e muito dedo queimado com cola quente... amooo

Cá estou!
No meio do mês mais atarefado. O mês que entro as madrugadas preparando cada detalhe do aniversário da Clarice que agora será duplo, será também o aniversário da Cecilia.
Eu confesso que não gosto nada da ideia de fazer uma comemoração dupla. Mas é a primeira vez e vamos ver como tudo sairá.
Festa dupla porque Cecilia faz aniversário 11 dias depois da Clarice. É preciso muito fôlego para fazer duas festas em 1 semana.

Amo preparar a festa das meninas. Amo pesquisar ideias e filtrar, adaptar. Não me meto a preparar as comidinhas, isso eu terceirizo. Mas a decoração é no que gosto de pôr a mão. Esse ano Clarice tem os convidados da festa dela. Neste quesito, a mamãe  ficou de escanteio. Afinal de contas ela fará 4 anos e acho maravilhoso que com 4 anos ela tenha essa capacidade de escolher seus convidados. Ela escolheu desta vez o tema também. Cecilia nos desculpará por isso. Mas o tema é fofo e muito, muito encantador. A Peppa Pig.
Peppa Pig.

A Peppa faz parte da infância da Clarice desde bebê. Um dia estávamos José e eu com Clarice no colo numa dessas grande loja de departamento, quando me deparei com um dvd com essa porquinha. Na época custou menos de 10 reais, porque ninguém conhecia. Trouxemos pra casa e, desde então, a família Pig fez muito sucesso aqui. Lembro numa ocasião em que vimos pela internet a boneca da Peppa, no site da Tesco na Inglaterra. Pedimos nossa prima Christiane que mora na linda terra da Rainha Elizabeth (Londres) para nos enviar pelo correio. Ela comprou e enviou, gentilmente, para nós a boneca em forma de presente, literalmente, pois nem quis nos cobrar. Um amor essa minha prima. Esperamos muito tempo. Mas a boneca Peppa não chegou. Por alguma razão foi extraviada. Então há pouco mais de 60 dias atrás entrei no meu queridinho site Aliexpress onde sempre faço algumas comprinhas e encomendei a família toda. Por 17 dólares, em menos de 30 dias a família toda desembarcou aqui em casa e faz parte do imaginário das brincadeiras da Clarice. Os 17 dólares foi presente da vovó Maria pra Clarice. hehe
Agora a Peppa se popularizou muito por causa do  canal Discovery Kids e caiu no gosto de toda a criançada. Uma graça!

E como eu dizia no começo... cá estou desenhando a festa da Clarice e da Cecilia.
Dentre as coisas que estão prontas e outras que estão fervilhando em minha cabeça, mostro apenas o convite desenhado todinho no Corel porque eu não achei a silhueta da Peppa pronta de jeito nenhum...



A festa será para 25 convidados adultos. Apenas. Chegamos a esse número porque precisamos respeitar a Cecilia que fará 1 aninho e também respeitando a lista da Clarice.
Nossas festinhas tem muito a cara daquelas festas de quando eu ia quando criança. Amo festa feita à mão, sem aquelas músicas e animadores artificiais de festas de buffet. Nada contra quem faz, nada mesmo, sempre que Clarice vai a estas festas ela se acaba de tanto brincar, aliás a praticidade dos buffets é um item invejável... Mas acho muito impessoal. Talvez um dia eu "pague a língua" e contrato.
Gosto do clima caseiro, de criança abrindo o presente na hora que ganhou, de gente próxima. Pra Clarice, se tem balões, bolo e brigadeiro, qualquer lugar é festa pra ela. Adultos que costumam complicar a coisa.

Além da festa da Clarice, estou preparando também para o mês de Julho, o Smash Cake da Cecilia. É uma sessão de fotos que os pais fazem com o bebê em seu primeiro aniversário. Bebês melados destruindo um bolo de aniversário. Uma lambança. Mas delicioso! Fizemos com a Clarice, claro que faremos com a Cecilia. E para o tema do Smash Cake Session escolhi nuvem. Tudo por causa de um móbile de nuvem que eu mesma fiz para Cecilia. Cecilia esboçou seu primeiro sorrisinho olhando para esse móbile enquanto as gotinhas balançavam diante dela. Muito amor! E como gosto de colocar algum significado em tudo, escolhi o tema nuvem para esse momento. Para que seja um momento só dela, da Cecilia.





Então tenho a festa da Peppa mais Smash cake da Cecilia com tema de nuvem. Daí fui eu loca procurar referência para o tema nuvem achando que só euzinha aqui teria essa ideia maluca na cabeça. O pinterest me mostrou muita coisa legal. E filtrei, claro.
Olha as fofuras de referência e inspiração que eu tenho:





É pra suspirar não é?! Colocarei em prática essas ideias. Me aguardem. 
Muitas cenas para os próximas capítulos. E muito dedo queimado com cola quente!!! 

Beijos

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Primeiros passos

Cecilia,

Eu não programava vir aqui hoje.
Só que hoje, exatamente hoje, você deu seus primeiros passos sozinha.
Eu estava sentada no chão brincando com você.
Ao se levantar, você caminhou alguns passos em minha direção, sem segurar, cambaleante.
Sua mãe ficou emocionada ao te ver ensaiando seus primeiros passos sozinha.
Sua mãe ri a toa, Cecilia.
E por rir à toa, achou que não teria cabimento não sorrir ao te ver andar.
Como não?
Você caminhou em minha direção com um sorriso encantador nos lábios.
Eu queria tanto não esquecer aquele sorriso, aquele seu caminhar cambaleante.
A vida é assim, filha.
Um passo e não estamos mais no mesmo lugar.
Um passo e tudo pode mudar de direção, de horizonte.
É por medo de esquecer que venho aqui escrever pra você.
Porque se eu um dia esquecer desse dia, posso vir aqui e ler
O quanto ele foi lindo pra mim.
Lindo pra você.
Eu já posso te ver correndo em gramas verdes;
Em dias de sol.
Eu pude te amparar. Pude segurar suas mãos pequenas.
Sempre vou te amparar.
Seja em seu primeiro passo;
Seja na vida inteira.






quinta-feira, 5 de junho de 2014

Um tapinha dói ou não dói?

Sobre dar ou não dar palmadas. Assunto polêmico!

Eu não entendo nada de Leis, mas sou filha e sou agora mãe de duas meninas. Quantos de nós apanhamos quando crianças? Eu apanhei. Sem violência, mas apanhei. Muitos amigos meus apanharam, posso dizer que quase 100% deles levaram surras de seus pais. Alguns dizem: "Agradeço aos meus pais por terem me batido e me dado limites, hoje sou um cidadão de bem." E tem outros que dizem: "Tenho mágoa do meu pai/mãe, demorei tempo para perdoar as surras que ele me deu." (eu conheço pelo menos 2 pessoas bem próximas a mim, que disseram isso).
Muitos apanharam e viraram cidadãos de bem.
Muitos não apanharam e viraram cidadãos de bem.
Muitos apanharam e levaram consigo marcas profundas na vida e no coração.
Muitos apanharam e viraram bandidos, mentirosos, ladrões, assassinos, estupradores, etc.

Bater nos filhos é uma questão cultural em nosso país. Alfredo (nome fictício) apanhava dos seus pais com galhos de rosa cheio de espinhos. Era isso que usavam para bater nele. Alfredo é uma  pessoa que não sabe abraçar e ser abraçado. Não sabe receber e nem oferecer um gesto de carinho. Ele teve uma educação muito rude. Alfredo cresceu e bateu em seu filho com a fivela do cinto, porque seu filho saía pra brincar na casa do amigo que morava logo ao lado. Alfredo deu aquilo que ele recebeu.

Albertina (nome fictício) perdeu as estribeiras quando viu a filha de 3 anos brigar com uma prima da mesma idade. Sem tentar conciliar o conflito, agarrou a criança pelo braço e saiu arrastando-a pela casa. O castigo aumentou quando Albertina percebeu que a menina havia feito xixi na calça. Passou então a dar palmadas nas pernas dela e a perguntou aos berros: "Por que você fez isso?". Só parou quando a filha respondeu soluçando: "Eu estava com medo de te falar, mamãe!" A resposta desarmou a agressividade da mãe e transformou-a em dor, culpa, remorso e raiva. Desta vez, de si própria.

Eu pergunto... O quê uma criança pode fazer que mereça galhos de rosa com espinhos em suas pernas, ou cintadas com a fivela do cinto? Por que ela saiu pra brincar? Na casa ao lado? E por quê uma criança de 3 anos que está em processo de desfralde precisa apanhar porque o xixi escapou? E pior, ela estava com medo de falar com a mãe porque sabia o que iria acontecer...
Se for para abolir essa atitude em casas brasileiras eu também concordo com essa nova lei.

Clarice levou umas palmadas, dessas de tirar o pó do bumbum algumas vezes, até seus 2 anos e pouco. Certo dia conversávamos ela, José e eu. Na conversa corriqueira, falávamos sobre coisas não muito importante. Clarice disse que não ia fazer determinada coisa porque eu bateria nela e porque ela tinha medo de mim e de apanhar no bumbum. Isso calou em meu coração.
Em outra oportunidade, Clarice fez uma travessura e se escondeu. Claro que eu a encontrei e perguntei por que ela estava se escondendo de mim. Ela disse: "por que estou com medo de apanhar no bumbum, mamãe". Ela disse isso com olhos aterrorizados. E vejam: nunca espanquei, nunca usei cinto, vara ou coisa parecida. Ela estava com medo de mim.
Fiquei pensando... não quero mais isso. Não quero mais ver esses olhinhos amedrontados. Não quero que ela tenha medo de mim. Quero que quando algo esteja errado com ela, que ela me conte, que ela abra seu coração pra mim e tenha em mim um abrigo seguro, um colo, uma palavra de apoio, ou de repreensão com amor. Quero que quando cresça, ela tenha em mim uma amiga próxima, que me conte seus medos, suas dificuldades e porque não seus erros. Já ouvi muito pai e mãe falando... Ah se meu filho (a) apanhar na rua, apanha em casa também. Gente, que isso?! Nossos filhos precisam encontrar nos pais, abrigo, amparo. Que Deus me livre, mas se um dia minha filha usar drogas, engravidar do namorado, beber, fumar, etc não quero ser a última a saber. Vou ensiná-la, discipliná-la e corrigí-la com amor.
José nunca, nunquinha precisou bater na Clarice. Ele usa outros meios para as horas de disciplina. E como ele nunca precisou dar palmadas nela, falei com ele que eu também não mais daria. Desde aquele dia em que vi os olhinhos dela amedrontados.

Eu amo a palavra de Deus a ponto de segui-la. A Bíblia fala sobre corrigir filhos. A Bíblia ensina a usar a vara como correção para filhos insensatos. INSENSATOS. Mas Deus fala também de uma disciplina com amor. Deus disciplina seus filhos a quem ama. Por outro lado, Deus também orienta os pais a não provocar seus filhos à ira.

Nosso país sofre tanto com crianças maltratadas, violentadas de todos os jeitos possíveis. Essa lei veio para libertar essas crianças. Que são espancadas pelo pai quando esse pai chega bêbado em casa. Que apanham de cinto, vara e levam até queimaduras pelo corpo porque fizeram uma birra porque estão com sono, cansadas ou as vezes querendo até um colo. Crianças que sofrem com um lar desestruturado, com pais que não tem tempo para os filhos, com pais que surram filhos por terem derramado suco no chão.
Uma amiga apanhou de cinto um dia porque queria um brinquedo e seus pais não tinham dinheiro pra comprar... então seu choro foi abafado com uma música alta enquanto apanhava. Ela foi dormir soluçando naquela noite, com marcas de cinto nas costas.

O Estado proíbiu nós pais de dar uma palmada em nossos filhos. Mas nós pais esclarecidos, que zelamos pela educação dos nossos filhos, lemos, nos informamos, temos condições de educar sem palmadas. Acredito que exista sim outras formas de educar, de dizer não, de dar limites que estão além da palmada que, certa ou não é o caminho mais curto, mais fácil. Conversar, dar limites e outros tipos de castigo envolve um tempo maior e maior atenção. Aqui em casa as conversas e castigos têm surtido efeito e um efeito positivo.
Crianças que mentem ou que tem algum desvio de caráter, palmadas não vão resolver, eu acho. O tratamento deve ser outro.

Dar bons exemplos de vida, ser correto, pagar nossos contas, honrar nossa palavra, não termos vício, orar com seu filho, ler a Bíblia com ele(a), não falar palavrão, não ser fofoqueiro (etc) são ensinamentos que certamente, são melhores do que qualquer palmada. Crianças se espelham nos adultos, lembremos disso.

Eu acredito que disciplinar com amor vai muito além de DAR uma palmada ou NÃO dar uma palmada.
Disciplinar com amor pode ser um processo de cura.




terça-feira, 20 de maio de 2014

Crescer é esquecer



E pensar que hoje mesmo te mandei parar, filha.
Me perdoe!
Eu já cresci.
Eu esqueci.
E assistindo esse vídeo não consigo me perdoar por todas as vezes que pedi que vc parasse,
que vc ficasse quieta, que vc sossegasse.
Quando eu te mandar parar, filha, me mande me mover!!
É parando de brincar que a gente cresce.
Que pena!
Poderíamos crescer e continuar brincando.
Mas vida de adulto muitas vezes não é brincadeira.
Quando eu te dou uma caixa de papelão e vc diz:
- não é caixa, mamãe, isso é um castelo!
A perspectiva infantil é encantadora e é tão bom viver isso ao seu lado.
Tem poesia em seus olhos.
Nos olhos das crianças...
Tão pura e limpa a sua poesia.
Que me arrebata se estou desanimada com alguma coisa.
É que as vezes, a vida tira a poesia da gente.
E você me lembra que existe sorvete e brigadeiro!
E que uma caixa de papelão pode ser um castelo...
Não vejo mais pedra onde existe pedra.
Não tenho o direito de te mandar parar, de cortar as asas da sua imaginação.
Você me devolve a poesia e me mostra todos os dias a criança que fui.
A criança que lá no fundo ainda existe e vem dar um olá...
É nesse momento que perco o pudor e me sento no chão pra brincarmos juntas.
Pequena criança cheia de energia, criatividade...
Que tem urgência em conhecer o mundo que movimenta.
E se existe uma urgência nesse mundo é para a brincadeira.
Não precisa parar de brincar para ser sério, não mesmo!
Como eu posso te pedir para parar?!
Com qual direito?
Por favor, me lembre a não esquecer.
Não pare!
Bob representa a infância que tive. A imaginação infantil voa e encanta!



sexta-feira, 16 de maio de 2014

O gato Ludovico

O marido e eu queríamos dar um pet para a nossa família.
Somos da opinião que crianças e animaizinhos de estimação tem tudo a ver!
Eu tive gato, cachorro, hamster e até um jabuti quando criança. SIM um jabuti. Tive um peixe também.
Mas de todos os animais de estimação, o peixe é o mais apático que existe. haha
É difícil interagir com um peixe. Na verdade ele acaba sendo mesmo parte da decoração da casa.

Quando pensamos no bichinho, claro que o primeiro da lista era o cachorro. Mas sou da opinião que cachorros não devem morar em apartamentos. O cheiro que eles deixam nos apartamentos não me agrada! E eu com duas crianças, não poderia acumular mais uma atividade: a de levar o cãozinho para passear todos os dias. Claro que essa tarefa iria sobrar pra mim.

Foi então que decidimos pelo gatinho. Já tive gatos e eles são super tranquilos, limpos, educados, não fazem barulho e não precisam sair com eles para passear. UFA! O marido abraçou a ideia e me incumbiu da tarefa de encontrar um bichano. 

Resolvemos "desabandonar" um gatinho. Não queríamos comprar um animal já que existe tantos gatinhos precisando de um lar. Foi aí que cheguei na Adote um Gatinho.

Veja como funciona o trabalho dessas pessoas:



Entrei no site http://www.adoteumgatinho.com.br/ e comecei a olhar os gatinhos "disponíveis" para adoção. Foi aí que cheguei ao Ludovico. Ele não tinha esse nome no site, foi batizado aqui em casa como Ludovico. haha

Essa ONG é séria. É exigente! E eles têm toda razão pois resgatam animais na rua ou abandonados em algum lugar, cuidam, vacinam, castram e quando o bichinho está pronto e sadio, disponibilizam para a adoção. Antes da adoção é feita uma vistoria rigorosa no apartamento para ver se o gatinho estará seguro. Meu apartamento é totalmente telado e na janela basculante do banheiro colocamos o limitador de abertura. 

Me apaixonei pelo Ludovico. Ele é sociável, brincalhão e carinhoso. Chegou aqui em casa no dia 14/05/2014, tem 4 meses, é castrado e vacinado. Desde o primeiro dia ele aprendeu onde fica o banheiro dele (caixinha de areia) e tem recebido muito carinho. A recíproca é verdadeira porque temos recebido muito carinho por parte dele também. Ele faz muitos rons rons!!!! 

Ludovico se sentindo o Rei do pedaço. Fomos conquistados!!! 
=^^=

domingo, 11 de maio de 2014

10 meses contando e dia das Mães

Da Cecilia

Hoje é  mesversário da Cecilia! 10 meses! Eu abracei, cherei, apertei. Ela ainda tem cheiro de neném... Eu queria poder guardar esse cheirinho num potinho e de vez em quando matar as saudades que vou sentir. Tenho medo dessa saudade. Será uma saudade diferente e impossível de matar. Por isso tenho medo. Hoje também é dia das mães. Nosso primeiro juntas com Cecilia fora da barriga. Quando Cecilia nasceu, eu já sabia ser mãe, é verdade... Mas cada filho é diferente do outro... Mesmo ela sendo a cara da irmã Clarice. Amo perceber as diferenças entre as duas. Cecilia tem me ensinado a ser mais maleável. Parabéns para nós duas neste dia, mamãe te ama muito, até o céu, ida e volta!

Da Clarice

Mês que vem ela fará 4 anos. Meu Deus... está crescendo! Quase não cabe mais no meu colo. Mas eu a pego assim mesmo. Meu colo sempre caberá minhas filhas, mesmo que elas cheguem a 1,70 de altura. Obrigada por comemorarmos juntas mais um dia das mães, filha. Foi com vc que aprendi, aos trancos e barrancos a ser mãe. Eu juro que todos os dias tento ser a melhor mãe que posso ser pra você e Cecilia. Obrigada por ceder o colo tantas vezes para a sua irmã, Clarice. Eu te amo com um amor sem medida, que não se consegue explicar com palavras.


Feliz Dia das Mães para todas nós!

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Sejam!!!

Como é bom e confortável não saber o que acontecerá amanhã. Se de outro modo fosse, talvez eu não conseguiria dormir essa noite.
Conversei hoje com uma mãe aflita. Ela estava insatisfeita com o curso que o filho escolheu pra a faculdade. Estava insatisfeita, triste e pessimista quanto ao futuro financeiro e promissor do filho.
Essa não é uma preocupação qualquer. Isso pode sim nos tirar o sono.

Meu marido sempre brinca que sonha em ver Clarice e Cecilia tocando violino, piano... e ele diz que os filhos geralmente fazem o contrário daquilo que sonhamos. E na brincadeira ele diz: só me falta elas me aparecerem aqui em casa tocando um pandeiro ou um cavaquinho. O que não é nada impossível!

Como já disse antes neste post, não sei o que minhas filhas serão.
Diante daquela mãe aflita, eu me coloquei no lugar dela. E pensei como nós pais as vezes somos prepotentes. Muitas vezes caímos no erro e projetamos o que não conseguimos ser naquele ou naquela que "achamos" ser nossa propriedade. Essa mãe caiu do cavalo. Filhos não nos pertencem. A decisão ou indecisão deles não é nossa.

Por isso, mesmo que por um impulso, antes que eu faça igual, antes do meu tombo do cavalo, vim aqui dizer pra vcs, filhas:


- Sejam o que quiser.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Amor por amor. A Páscoa!



Esse ano contei pra Clarice o que é a Páscoa. A Páscoa dos cristãos. Ela ama histórias e todas as noites contamos histórias pra ela antes dela dormir.Às vezes, estamos exaustos, o pai dela e eu, mas é difícil escapar desse ritual. Ano passado ela compreendeu tão bem a história do Natal... e esse ano ela conheceu melhor o que é a Páscoa. O fato de Clarice ter quase 4 anos ajuda bastante.  E você deve estar se perguntando... e o coelho? e os ovos de chocolate que ela ganhou? Assim como o papai noel, o coelhinho da páscoa e os ovos de chocolate são meras brincadeiras. Ela por si só daqui a poucos anos, saberá que isso tudo faz parte do lúdico, do imaginário.

O vídeo dessas crianças encenando a Páscoa é tão lindo! A verdadeira Páscoa! Eu fico imaginando...
meu marido é um super paizão... desses que participa, dá palpite, passa a noite em claro quando as crianças adoecem, leva ao parque para brincar, dá banho, mamadeira, troca fralda. Eu sei... ganhei na loteria! E as meninas também.

E sendo meu marido esse pai como ele é, já o ouvi mencionar algumas vezes, em algumas ocasiões, que daria sua própria vida para salvar as meninas.

Um pai pode dar sua vida pela vida do filho. Deus deu seu filho para salvar a vida do mundo inteiro! De certa forma, Ele virou as costas para a dor do Filho, para salvar aqueles que Nele crer. Que grande amor é esse! Como um pai pode virar as costas para a dor do filho?

Nós pais e mães tomamos as dores das nossas crianças às vezes por tão pouco.  Somos pais e mães que defendemos nossos filhos com unhas e dentes. Raramente somos imparciais. Quando os filhos adoecem, preferiríamos que fosse a gente e não eles. Sabemos os defeitos dos nossos filhos, mas ai daquele que resolver apontar pra humanidade algum risquinho de imperfeição em nossos seres angelicais.

Deus deu seu Filho para morrer. Ele deixou seu Filho ser humilhado. Cristo carregou sua cruz e morreu nela. Que amor é esse?! Amor por amor. De graça, todos os dias.

Feliz Páscoa!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

O que acontece num piscar de olhos


Crianças nascem.
Crescem.
Engatinham.
Se põe de pé agarrando em qualquer coisa.
Completam  9 meses.
Amores são capazes de nascer assim... Do nada.
Quando olhamos um grãozinho com coração pulsante num ultrassom.
O amor nasce.
Cresce.
Num piscar de olhos Cecilia nasceu.
Num piscar de olhos e, olha... Ela completa hoje 9 meses.

Se a gente não prestar atenção, a gente perde muita coisa.
Eu escrevi aqui pra Cecilia, que somos capazes de nos apaixonar completamente em 1 mês, então imaginem só o que esse amor todo se transformou em 9 meses de convivência e de muito tempo juntas.

Cecilia é minha raspinha de taxo. Planejávamos muitos filhos, casa cheia. Contudo, depois que Cecilia nasceu, pensamos que nossa família já está de bom tamanho. Quem sabe um cachorro ou um gato daqui uns tempo, para as meninas curtirem e crescerem com um irmão de quatro patas.

SIM. O amor  dobrou, triplicou sei lá mais o quê!!! Amo Cecilia e suas fases. Amo a mãe que sou
pra ela e, aqui entre nós, sou muito melhor mãe pra ela do que fui pra Clarice, quando Clarice era bebê. Cecilia não é sufocada, eu deixo ela respirar, deixo ela conhecer o que raios tem em baixo da mesa. Deixei ela experimentar o perigoso açúcar do danoninho aos 6 meses. Ah... e ela foi uma vítima desavisada dos males do cloro quando brincou linda e alegremente na água da piscina do
condomínio. Pra minha maior surpresa, ela não adoeceu com o cloro, nem com o vento, não engordou com o danoninho e ela descobriu o que raios existe em baixo da mesa. O que tem lá é tão
legal que hora ou outra ela volta.

Essa bebezinha sabe mesmo aproveitar a vida! Com 9 meses dando um banho de experiências vividas em família, com pic-nics, banhos de piscina e pezinhos na grama.

Minha vidinha - 9 meses
Ela está crescendo num piscar de olhos. Só me resta aproveitar minha raspinha de taxo. Não precisa dizer... Eu já sei que eles crescem tão rápido.

Feliz 9 meses, minha florzinha!


segunda-feira, 31 de março de 2014

Alguns infinitos são maiores do que outros.

Eu queria ler um livro leve. Desses com uma história água com açúcar que a gente lê enquanto as crianças brincam no chão. Vi vários amigos do facebook falando bem do livro "A culpa é das estrelas" do autor John Green. No sábado, dia 22 de março, (meu aniversário) fui ao shopping comprar o presente que minha mãe meu deu. Ela me deu um presente em dinheiro para que eu mesma pudesse escolher e comprar.
Antes de tudo, fui a Livraria e li a sinopse desse livro. Literatura jovem, achei que era perfeito para a ocasião, 31 anos, acho que ainda me enquadro. Pelo que falaram e pela sinopse eu comprei.

Que John Green me perdoe a gafe, errei feio em chamar o livro dele de água com açúcar. Mas não errei de tudo. Tem muito açúcar em A Culpa é das Estrelas. Fazia algum tempo que eu não lia uma história que me envolvesse ao ponto de pensar nas personagens o tempo todo, ao ponto de querer levar o livro pra onde fosse. Acho que o último livro que me arrebatou de tal forma, foi "Senhora" - de José de Alencar.

Não vou contar a história do livro, vou escrever o que está na capa traseira do livro e também na p. 235, onde chorei largo.
Hazel Grace diz:
"Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre o 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros... Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter."

Li a conta gotas. Isso quer dizer que li com uma enorme pena que terminasse.
Dois jovens em fase terminal do câncer, encontram razão um no outro, para valorizar cada dia, cada instante. Porque no caso deles, a vida é um efeito colateral de se estar morrendo.

É açucarado de doce.
Engraçado para dar muita risada.
Triste de tão trágico.
É o amor simples de tão simplório.
É poesia que rima.
É filosofia para a alma.
Assim, com todas essas supérfluas redundâncias.

Em nota, o autor disse:
"Esta é menos uma nota e mais um lembrete do autor sobre o que apareceu impresso em letras pequenas algumas páginas atrás: Este livro é uma obra de ficção. Eu o inventei.
Nem os textos nem os leitores se beneficiam de tentativas de descobrir se há fatos reais por trás de uma história fictícia. Tais esforços são um ataque direto à crença de que histórias inventadas podem ser relevantes, o que é mais ou menos a crença fundamental da nossa espécie."


Histórias inventadas são tão relevantes quanto histórias verdadeiras. Na verdade a ficção se mistura a realidade porque no caso de A culpa é das estrelas, a ficção é uma história inventada que acontece todos os dias. Infelizmente. Quase aconteceu com meu marido, quando estávamos com 9 meses de casados em dezembro de 2005.

E foi uma grata surpresa saber que estão fazendo o filme do livro. Já tem até trayler pronto rolando no youtube.
Já comprei o ingresso, já to com a pipoca e a coca-cola em mãos. Ah, e lenços também.

PS. Esse não é um "publieditorial". Escrevo, logo existo.




quarta-feira, 26 de março de 2014

Pequenas alegrias

Não tem como.
Impossível não vir aqui para registrar essa belezura.
Estou tão orgulhosa da minha pequena.
Parou de chorar na escola.
Parei de buscá-la mais cedo.
Como está crescidinha!

Ela já conhecia TODAS as letras e números antes de ir pra escola. Graças a um monte de letrinhas em e.v.a que tínhamos em casa. Aprendeu brincando. Mas eu sabia que ela conhecia as letras, mas ainda não sabia juntá-las e ler.
Ela pediu para desenhar. Assim que acabou o desenho ela escreveu seu nome. Sem eu soletrar. Sem ela olhar em nada.
E um mundo inteiro está de portas abertas para você, filhinha. O mundo das palavras é magnífico!

Fiquei tão orgulhosa! Que maravilha. E pensar que meu avô materno viveu uma vida inteira de 80 e tantos anos e morreu sem saber ler, sem escrever seu próprio nome. Não consigo imaginar quantas limitações passou por conta do analfabetismo.

Claro que fui logo tirando uma foto e penduramos essa obra prima no lugar de honra - a nossa geladeira. E ainda está lá e quando acabar a exposição dessa obra, porque muitas outras virão, essa arte estará tombada como Patrimônio Cultural da Mamãe, e ganhará lugar merecido na pasta onde comecei a guardar essas coisas lindas.





sábado, 22 de março de 2014

30 e poucos

Sem crise eu sigo. Porque melhor que completar 30 é completar 31. Fiz uma coisa que nunca tinha feito por mim, fiz meu bolo de aniversário, caseiro, de morangos, do jeito que gosto. Pretendo fazer muito mais coisas por mim. Porque eu continuo, entre altos e baixos da vida, descobri cedo que o mundo não gira ao meu redor... Mas não queria mesmo, isso é egoísmo demais, e por ser egoísmo eu já descarto, porque quero ser uma pessoa melhor.
É continuar, porque a vida continua. Ela prossegue tomando seu rumo, escrevendo sua história.
Aliás, que privilégio. Eu nasci há dez mil anos atrás na década linda de 80.
A década que surgiu minha banda preferida U2. A década do Balão Mágico, do Super Nintendo com os incríveis Donkey Kong e Super Mario Bross. O marcante fim da ditadura militar (1985), tinha Ayrton Senna, Nelson Piquet no asfalto e Hortência nas quadras. É o início da idade da informação no mundo.

E nasce eu. Euzinha às 13horas e 15 minutos. Tá aí por que odeio acordar cedo, gente.
Eu ainda tenho amigos que fiz na infância. E tenho amigos novos que são como anjos que visitam minha vida.
Eu tenho uma família de sangue e uma família que me adotou. Que privilégio ter 2 famílias.
Eu torci pelo Brasil que foi Tetracampeão em 1994. Eu chorei porque Renato Russo morreu. Eu vi as Torres Gêmeas desabarem ao vivo enquanto almoçava no sofá, na minha pacata cidadezinha natal.
Eu já sofri por amor, já tomei banho de chuva. Eu descobri a escova progressiva! Ufa!
Eu encontrei o amor da minha vida e me casei com ele. Somos agora uma família de 4 pessoas que não se largam por nada.

Eu deixei tudo e vim pra uma cidade grande. Perdidamente grande. Me senti perdida, arrependida não!
E me apaixonei pela loucura desvairada dessa cidade.
A ponto de planejar a vida toda por aqui.
A ponto de ouvir: "- olha, mãe, tem estrelas hoje"... e enxergar estrelas no
céu cinza-poluição.

Este ano eu quero viver de novo. Obrigada, Deus! Sou grata pela minha vida. O Senhor me deu vida no dia 22 de março de 1983. E tem me dado vida até aqui. E me dará vida eternamente, por que eu creio.

"– A vida, senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem pára de piscar chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. É um dorme e acorda, dorme e acorda, até que dorme e não acorda mais [...] A vida das gentes neste mundo, senhor Sabugo, é isso. Um rosário de piscados. Cada pisco é um dia. Pisca e mama, pisca e brinca, pisca e estuda, pisca e ama, pisca e cria filhos, pisca e geme os reumatismos, e por fim pisca pela última vez e morre. – E depois que morre?, perguntou o Visconde. – Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?"
Monteiro Lobato


segunda-feira, 17 de março de 2014

Criando filhos e expectativas

Quando mostrei uma foto da Clarice uniformizada para a família que mora longe, minha irmã Jeane escreveu: "que linda, tão inteligente! O que ela vai ser quando crescer?"

Clarice hoje é astronauta, médica, cozinheira,
bailarina, caçadora de borboletas, etc.
Eu não sei o que ela vai ser quando crescer.
É tão cedo para imaginar. Ou não.
Mas espero poder mostrar pra ela uma janela bem ampla com muitas e muitas opções de o que ser e o que não ser.
Será que ela vai poder escolher?
Se para crescer precisa deixar de ser criança...
Isso é uma pena, mas é relativo também.
É relativo que todas as crianças vão virar adultas e que todos os adultos não serão crianças.
E não estou falando de morte e sim de estado de espírito.
Complicado de entender? É complicado mesmo. 

É complicado o mundo em que Clarice vive hoje.
Será que um dia será descomplicado?
Como será o mundo dela em 2023?
Será que ainda vai ter água no planeta?

Criar filhos é criar expectativas, mesmo que você não queira. Mesmo sabendo que as escolhas não
são suas. Porque você faz, espera e deseja o melhor, o maior para os filhos. E as expectativas vão ali de mãos dadas com você o tempo todo. 

O que ela vai ser quando crescer? Eu espero que ela seja uma pessoa de bem, que ganhe a vida com o esforço do seu trabalho honesto, que dê importância as coisas simples, que se lembre dos valores morais que ensinamos a ela. Espero que ela tenha um cachorro para passear no parque, que tenha um amor que a respeite, que seja defensora da natureza, que ame a Deus acima de todas as coisas, que tenha tempo de ir ao cinema numa quinta-feira. Espero que ela goste de artes, que tome banho de mar, que sinta o vento nos cabelos. Espero que ela leia bons livros, que não tenha preconceitos. Espero que ela não tenha insônia, que cultive flores, que tome sorvete e saiba arrumar sua própria cama. Espero que ela tenha amigos verdadeiros, que seja responsável, que saiba dizer obrigada, por favor, e que sorria para o faxineiro do seu prédio. Que ela não tenha passarinhos em gaiola, que visite seus avós por amor, que tenha os traços do seu sorriso da infância.

Dedicado a Jeane, minha irmã.

sábado, 15 de março de 2014

Da primeira semana escolar



E Clarice foi pra escolinha. Prometo que não vou falar sobre o meu coração hoje.
Teve sua primeira semana de escola (meio período). A sensação é que ela realmente cresceu e que juntas, crescemos.

A semana foi cheia de novidades, cheia de graça. Balé, aula de expressão corporal, aula de música, de artes e estimulação com brinquedos. Ela não chorou nem um dia, não ficou triste, não deu show, não fez pirraça, não desistiu, não deu tchau... opsss... é eu dava tchau e gritava enquanto ela corria para o parque da escola "dá tchauzinho pra mamãe, fiiiilhhaa". E ela dava, sem nem olhar pra mim, snif.

No segundo dia, quando fui buscá-la, coloquei-a na cadeirinha do carro, afivelei o cinto, e fomos pra casa. No caminho perguntei como foi a tarde, perguntei sobre os amigos, sobre a professora, sobre a aula de expressão corporal e sobre o jantar. Sim. Clarice janta na escola às 16 horas. 16 horas??? Sim. É uma questão que achei super válida porque como ela é muito chatinha pra comer, achei que aprenderia a comer com os amiguinhos que curtem um verdinho no prato.
Quando perguntei do jantar, ela disse: - eu comi só o meu lanchinho que você fez, mamãe; o jantar eu cuspi; eu cuspi perto do prato do meu novo amigo (abafa); - estava écaaa!
Olhei pelo retrovisor aquela carinha de nojinho que ela fez, que sei muito bem o que passo com essa carinha. Não quis forçar, não acho legal forçar a criança comer o que não gosta. Também não quis dar bronca ou coisa do tipo.
Só disse que quem sabe no dia seguinte ela comeria a comida.

Fui olhar o cardápio da escola e no dia era: arroz, feijão enriquecido com cenoura, beterraba e escarola, carne moída e salada de tomate. Bom, de tudo isso, só se salvaria o arroz e o tomate. Apenas em meus melhores sonhos "culinarísticos", Clarice comeria essa comidinha que ela odeia enriquecida. Parabéns, escola. Vamos continuar tentando.

Aliás em relação a alimentação, fiquei bem satisfeita com a postura da escola. Eles não proíbem, mas pedem aos pais que mandem o lanchinho das crias o mais natural possível. Sucos naturais e frutas devem estar na lancheira bem acomodados e higienizados. Palmas para escola!!!


Estou certa que voltarei aqui para escrever muito mais novidades. Cenas nos próximos capítulos.





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