quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A barriga e o mundo

Engraçado... quando sua barriga começa a apontar, mostrando ao mundo que tem um bebê crescendo ali, o mundo começa a perguntar da sua barriga, passar a mão na sua barriga e você começa a ver pelo mundo, só barrigas. Será que essa perspectiva é só minha? Onde estavam todas essas mulheres grávidas antes que eu não as via? Por onde ando, por onde vou, vejo mulheres e barrigas. Será que eu não enxergava essas grávidas antes?

O mundo começa a girar em torno do nosso umbigo. E por causa das nossas barrigas podemos entrar na fila de prioridade, sentar no ônibus e comprar calças mais largas sem a consciência doer. Ou seja, nosso mundo fica mais fácil por nove meses.

Depois que o bebê nasce, ainda nos preocupamos com nossas barrigas e com o  mundo. Mas a preocupação é se nossa barriga será a mesma que antes, se vamos perder alguns centímetros dela ou se ela continuará para sempre uma gelatina. Argh
Nos preocupamos com o mundo também. Mas não queremos que o mundo fique como ele está. Queremos mudanças!

Por duas vezes eu passei por essa experiência linda de ter uma barriga e observar o mundo. Por duas vezes eu registrei. E por causa dessas duas barrigas que eu desejo sempre um mundo melhor.
Barriga da Clarice

Barriga da Cecilia


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Espelho, espelho meu

Quando sua menstruação atrasa e você resolve fazer o teste de farmácia.
Atire a primeira pedra quem nunca fez esse teste que dura 5 intermináveis minutos da sua vida.

Fiz esse teste na minha primeira gravidez e na segunda também. Os dois deram certinhos, por mais que eu quisesse ou não quisesse acreditar, deram super positivo.
Aqueles dois palitinhos vermelhinhos na sua frente. E o mundo congela, seus pensamentos congelam e você começa a se imaginar linda, grávida, sentada numa poltrona branca e confortável, amamentando, usando uma camisola floral e chinelos de tecido. Esse é o mundo ideal.

Sempre li, ouvi, mulheres dizendo que quando estavam grávidas, seus cabelos, unhas e pele ficaram deslumbrantes. Só que comigo isso não aconteceu. Meus cabelos ficaram rebeldes, minha pele do rosto cheia de espinhas e cravos, o nariz de batatinha e meus pés de pão bisnaga. Só se salvaram as unhas. Elas ficaram bonitas. Ou seja, eu corria do espelho! Foi uma fase que não reconhecia minha própria imagem frente ao espelho.

Agora os sintomas:  passei mal nas duas gravidezes, por quase 9 meses. Sentia todos os sintomas ruins da gestação. TODOS! Se era psicológico, não sei. Mas tudo o que sabia era que precisava esperar, esperar para passar. Acreditava que quando passassem os 3 primeiros meses tudo iria passar. Mas dava 3, 4, 5 ,6 meses e nada...

Da Clarice posso dizer que fiquei apenas 3 meses vomitando. Depois veio uma azia que eu parecia um dragão.
Da Cecilia foi um pouco pior. Eu cuspia. Sim. Não conseguia engolir a própria saliva. Eu preferia vomitar nove meses do que sentir aquilo. Passou quando Cecilia nasceu.

O mundo ideal é lindo, mágico, inspirador. Mas o mundo real das minhas gravidezes foram cruéis comigo. Eu tendo dizer sempre que Cecilia me fez desistir completamente de ter o terceiro filho. Era muita fraqueza, muita ânsia, muita saliva pra engolir. Fui ao Pronto Socorro algumas vezes tomar soro. Fiquei na casa da minha mãe com Clarice pequena quase 3 meses.

O legal da segunda gravidez é que você já sabe como é. A ansiedade é menor, os medos quase não existem, e você sabe que esse ser que está crescendo vai ser pra sempre, outro amor da sua vida.
Na gravidez da Clarice eu fui ao pronto socorro até pra ver se o bebê estava mexendo. Porque teve um dia que cismei que não tinha sentido ela mexer.
Na segunda gravidez, fiz as ultrassons que o médico pediu e só. Não fui ao PS pra ver se ela estava mexendo, não montei o enxoval antes da vigésima semana, não comprei berço antes da vigésima quinta semana, não fiquei com medo do parto, pós parto.

As mães de primeira viagem que me desculpe, mas a espera do segundo, terceiro, quarto filho é mais tranquila, sem dúvidas. Eu digo pra mim.

Só sei que sou mãe de duas menininhas fofas, lindas, alegres e que faz e preenche o dia dessa mãe que vos fala. E se valeu a pena todo esse "sofrimento"? SIM! Pelos filhos o que não fazemos. Não vivemos, não respiramos sem eles. São nossas razões de existir e acreditar que tudo ainda pode melhorar nesse mundo!


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